Três homens. Uma banda. Um petardo
Foo Fighters encontra Led Zeppelin e dá carona a Queens of The Stone Age. Preciso dizer mais?
Num bar qualquer dos Estados Unidos (tipo aquele do Moe, dos Simpsons), Dave Grohl serve-se de cerveja enquanto aguarda seus amigos.
- Hey, Dave! – grita John Paul Jones, uma das pessoas que Dave aguardava – Desculpe o atraso, estava conversando com Jimmy [Page] sobre sua nova turnê. Ele disse que irá usar uma guitarra de três braços dessa vez. Foi realmente engraçado.
- Três braços?! Por esta notícia eu não vou reclamar do atraso. Senta aí, pega uma breja.
- Ah, eu gosto dessa cerveja. Costumava tomar três enquanto John [Bonham] fazia solo de bateria em “Moby Dick”.
- Já tomei cinco enquanto Kurt quebrava os instrumentos do Nirvana.
- Jovens…
- Então, John, deixa eu te adiantar o motivo desse encontro antes enquanto Josh [Homme] não chega: você sabe que o Foo Fighters está de férias. Lancei o “Greatest Hits” e não tenho mais nada pra fazer.
- No seu caso isso é um milagre!
- Pois é! Por isso estava pensando em montar uma banda eu, você e o Josh, que logo estará aqui e você vai conhecer. O que acha?
- Hm… banda… Gostei da ideia. Precisamos fomentar isso.
- Sim! Eu estava pensando em…
Eis que surge Josh Homme:
- Rapaz, traz uma breja! Hey, fellas! Desculpem o atraso! – disse Josh, transparecendo estar já meio “alegre”.
- Relaxa. Josh, este é John Paul Jones. Conhece?
- Quem? O baixista do Led Zeppelin, uma das bandas mais f&$#@ do mundo? Não, de onde vem?
- Babaca. Enfim, estamos querendo montar uma banda. O que acha?
- Bom, o Queens [of The Stone Age] tá parado, então vejamos em minha agenda…Isso é pergunta que se faça?! É claro que topo!
Tudo bem, a conversa inicial deles talvez não tenha sido assim, mas não consigo imaginá-la de outra forma.
Them Crooked Vultures, banda surgida a partir de um bate papo entre Dave Grohl (bateria), John Paul Jones (baixo) e Josh Homme (vocal e guitarra) acaba de lançar seu primeiro disco (leia “petardo”) e o resultado não decepciona. Em todas as músicas é perceptível a mão de cada envolvido no projeto. A sensação que dá é de pura brincadeira, no estilo jam session entre amigos e é esse o diferencial dessa obra.
“No One Loves Me & Neither Do I”, faixa que abre o disco homônimo é feita para Josh cantar. O som pesado em harmonia com seu vocal meio choroso combina perfeitamente. “Mind Eraser, No Chaser” parece música de trabalho do Foo Fighters, que com o backing vocal de Dave fica mais parecido ainda, sendo que este arrasa na bateria em “New Fang”. “Dead End Friends” é White Stripes caso Meg White soubesse acompanhar a genialidade de Jack White.
“Elephants” é a canção que o Led Zeppelin não teve tempo de compor. Total anos 70, que se Josh começasse a afinar a voz e no meio dela soltasse um “baby, baby, yeah, yeah” eu juraria que era a banda do baixista (ok, exagerei aqui).
O trabalho não perde o pique em nenhum momento, finalizando com a apocalíptica “Spinning in Daffodils”, que começa com piano, pula pra uma guitarra pesada e termina com numa junção hipnotizante de todos os instrumentos.
No final, o sorriso fica de orelha a orelha, e se a empolgação de Dave em fazer outro disco do Them Crooked Vultures vingar como muito andam dizendo, os deuses do rock agradecem.
De volta ao bar. Todos felizes – e bêbados – preparam-se para irem embora:
- Como ficamos com a conta? – pergunta Dave.
- O mais velho paga! – grita Josh.
- O mais novo paga! – retruca John.
- Põe na conta do Axl! – sentencia Dave.
- … E um brinde ao rock and roll!!! – gritam os três enquanto bebem a saideira.

FELIZ NATAL GALERA DO AO2 E UM FELIZ ANO NOVO GALERA, ESSE SITE VAI TER MUITO CHAO PARA QUEIMAR,PARABENS A TODOS VCS.
E CONTINUEM ASSIM.
POIS EU CONTINUO DO OUTRO LADO, DANDO UMA VISITADA.
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