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Entrevista02 com Roger Moreira

Matéria postada por N.Man em 24/08/20092 Comentários

“O cabeça” do Ultraje a Rigor tem muito o que falar

Mesmo com mais de 25 anos em que a música foi feita, Roger Moreira, vocalista e líder do Ultraje a Rigor ainda se pergunta se ainda somos “inútil”. Para não ficar apenas se questionando, ele já tomou uma atitude: fez um abaixo-assinado via web para que o Governador do Estado de São Paulo José Serra (até agora o único a assumir a pré-candidatura para Presidente da República) incluir em sua plataforma de campanha planos de reduzir os salários dos políticos e cortar totalmente os privilégios dados a eles ou talvez até diminuir o número de vereadores, deputados e senadores. De certa forma, surtiu algum efeito, já que Serra mandou uma carta-resposta para o músico. O Almanaque02 bateu um papo exclusivo com Roger, que falou sobre a política de ontem e hoje, os atuais projetos do Ultraje e outros assuntos nada inúteis (com o perdão da piadinha). Com vocês, Roger Moreira:

Roger MoreiraAlmanaque02: Seu abaixo assinado já – de certa forma – teve algum retorno, porque o governador José Serra lhe mandou uma carta-resposta. Hoje você vê que a internet é a melhor ferramenta para entrar em contato com os “poderosos”, por ser um meio que ainda é totalmente democrático?

Roger Moreira: O melhor meio de entrar em contato com os “poderosos” é ter também algum poder, no caso aqui, o poder de criar um buchicho qualquer, e essa era a minha intenção, que a notícia repercutisse em outros meios. Não adianta nada eu mandar um e-mail para o Lula, por exemplo.

A02: Você não acha que sua campanha deveria expandir para mais políticos?

RM: Não. Como eu disse, foi uma chance que eu tive, percebi a possibilidade e a usei. Temos apenas um pré-candidato usando o Twitter. Se ele respondesse, os outros teriam que responder. Ele, político tarimbado, tratou de esvaziar o movimento antes que se tornasse muito grande e incômodo. Foi o que eu esperava que fizesse. Talvez mais tarde, quando a campanha estiver mais quente possa-se tentar outra coisa.

Ultraje a RigorA02: Nas eleições de 1989 você apoiou Fernando Collor para presidente. Atualmente você acredita que apoiar um político publicamente pode ser algo um tanto perigoso devido a tantos escândalos ou ainda apoiaria um candidato?

RM: Sim, hoje em dia não dá mais. Naquele tempo era qualquer um contra a ditadura. Além de eu ser mais inocente (junto com mais da metade do Brasil que votou nele), não me arrependo. Por causa dele, indiretamente, tivemos Fernando Henrique e o Plano Real e o Brasil ficou mais perto do progresso. O Lula, naquela época, teria sido um desastre ainda maior.

A02: Como você vê que muitas de suas composições feitas há mais de 20 anos atrás – como “Inútil“, “Pelado” etc – ainda estão atuais?

RM: Bem, elas falam de aspectos muito arraigados de nosso povo. Foi uma sacada muito boa. Gosto de fazer composições para durar.

A02: Quais os novos projetos do Ultraje? Tem disco novo vindo aí?

RM: Tão cedo, não. Mas temos algumas composições novas que estão sendo distribuídas gratuitamente pela Internet. O projeto ‘Música esquisita a troco de nada” pode ser conhecido melhor em nosso site, www.ultraje.com

A02: Você acredita que o cenário musical de hoje está melhor que antes, já que temos outras formas de divulgação e os artistas não dependem tanto do rádio e da tv?Ultraje a Rigor

RM: Em teoria, sim. Na verdade, nos anos 60 e 70 o rádio e a TV não tinham tanto poder e mesmo no começo dos anos 80 a coisa era mais inocente e tanto o rádio como a TV só fizeram divulgar ainda mais um movimento que já acontecia. No entanto, hoje em dia qualquer um acha que pode ser ator, apresentador de TV e músico, o que compromete muito a qualidade.

A02: Ainda tem contato com os ex-integrantes do Ultraje?

RM: Sim, com todos eles.

A02: Hoje é possível fazer um show surpresa como vocês fizeram na Avenida Paulista em 1987?

RM: Acho que sim. Mas não será mais surpresa (risos).

A02: Queria que você indicasse para os leitores algo que esteja ouvindo ou que sempre ouve.

RM: Procuro ouvir novidades, no rádio ou na Internet, mas prefiro coisa antiga ainda, dos anos 50 e 60. As raízes.

“O cabeça” do Ultraje a Rigor tem muito o que falar
Mesmo com mais de 25 anos em que a música foi feita, Roger Moreira, vocalista e líder do Ultraje a Rigor ainda se pergunta se ainda somos “inútil”. Para não ficar apenas se questionando, ele já tomou uma atitude: fez um abaixo-assinado via web para que o governador do estado de São Paulo José Serra (até agora o único a assumir a pré-candidatura para Presidente da República) incluir em sua plataforma planos de reduzir os salários dos políticos e cortar totalmente os privilégios dados a eles ou talvez até diminuir o número de vereadores, deputados e senadores. De certa forma, surtiu algum efeito, já que Serra fez uma carta-resposta para o músico. O Almanaque02 bateu um papo exclusivo com Roger, que falou sobre a política de ontem e hoje, os atuais projetos do Ultraje e outros assuntos nada inúteis (com o perdão da piadinha). Com vocês, Roger Moreira:
Almanaque02: Seu abaixo assinado já – de certa forma – teve algum retorno, porque o governador José Serra lhe mandou uma carta-resposta. Hoje você vê que a internet é a maior ferramenta para entrar em contato com os “poderosos”, por ser um meio que ainda é totalmente democrático?
Roger Moreira: O melhor meio de entrar em contato com os “poderosos” é ter também algum poder, no caso aqui, o poder de criar um buchicho qualquer, e essa era a minha intenção, que a notícia repercutisse em outros meios. Não adianta nada eu mandar um e-mail para o Lula, por exemplo.
A02: Você não acha que sua campanha deveria expandir para mais políticos?
RM: Não. Como eu disse, foi uma chance que eu tive, percebi a possibilidade e a usei. Temos apenas um pré-candidato usando o Twitter. Se ele respondesse, os outros teriam que responder. Ele, político tarimbado, tratou de esvaziar o movimento antes que se tornasse muito grande e incômodo. Foi o que eu esperava que fizesse. Talvez mais tarde, quando a campanha estiver mais quente possa-se tentar outra coisa.
A02: Nas eleições de 1989 você apoiou Fernando Collor para presidente. Atualmente você acredita que apoiar um político publicamente pode ser algo um tanto perigoso devido a tantos escândalos ou ainda apoiaria um candidato?
RM: Sim, hoje em dia não dá mais. Naquele tempo era qualquer um contra a ditadura. Além de eu ser mais inocente (junto com mais da metade do Brasil que votou nele), não me arrependo. Por causa dele, indiretamente, tivemos Fernando Henrique e o Plano Real e o Brasil ficou mais perto do progresso. O Lula, naquela época, teria sido um desastre ainda maior.
A02: Como você vê que muitas de suas composições feitas há mais de 20 anos atrás – como “Inútil”, “Pelado” etc – ainda estão atuais?
RM: Bem, elas falam de aspectos muito arraigados de nosso povo. Foi uma sacada muito boa. Gosto de fazer composições para durar.
A02: Quais os novos projetos do Ultraje? Tem disco novo vindo aí?
RM: Tão cedo, não. Mas temos algumas composições novas que estão sendo distribuídas gratuitamente pela Internet. O projeto ‘Música esquisita a troco de nada” pode ser conhecido melhor em nosso site, www.ultraje.com
A02: Você acredita que o cenário musical de hoje está melhor que antes, já que temos outras formas de divulgação e os artistas não dependem tanto do rádio e da tv?
RM: Em teoria, sim. Na verdade, nos anos 60 e 70 o rádio e a TV não tinham tanto poder e mesmo no começo dos anos 80 a coisa era mais inocente e tanto o rádio como a TV só fizeram divulgar ainda mais um movimento que já acontecia. No entanto, hoje em dia qualquer um acha que pode ser ator, apresentador de TV e músico, o que compromete muito a qualidade.
A02: Ainda tem contato com os ex-integrantes do Ultraje?
RM: Sim, com todos eles.
A02: Hoje é possível fazer um show surpresa como vocês fizeram na Avenida Paulista em 1987?
RM: Acho que sim. Mas não será mais surpresa (risos).
A02: Queria que você indicasse para os leitores algo que esteja ouvindo ou que sempre ouve.
RM: Procuro ouvir novidades, no rádio ou na Internet, mas prefiro coisa antiga ainda, dos anos 50 e 60. As raízes.


2 Comentários »

  • Marielly Escreveu:

    Olá galera do Almanaque, parabéns por + uma entrevista show!
    Sucesso sempre!
    Bjs, Mary.

  • Raissinha Escreveu:

    Eu tb acho q está de parabéns! E, Roger, gatão…(se estiver vendo)

    Um beijo na boca e, eu adoro vc!

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