Almanaque02 recomenda: Ludov
É possível viver de música independente? O Ludov mostra que é possível sim. Prova disso é o novo álbum da banda, que acaba de sair do forno. Com o selo da Mondo77, “Caligrafia” (nome do novo trabalho) traz Mauro Motoki, Habacuque, Chapolin e Vanessa Krongold num trabalho maduro e ousado. E este novo trabalho pode ser seu. Se liga na nossa promoção.
As 12 faixas do terceiro disco vêm com novas sonoridades, saindo do convencional guitarra-baixo-bateria que compõe os dois últimos discos. Entre as canções, destaca-se Notre Voyage, música cantada em francês. Outra novidade é a disponibilidade de sete faixas bônus para download gratuito.
Conversamos com Mauro Motoki, o multi-instrumentista do grupo, dias antes da apresentação de lançamento do disco na Clash Club, em São Paulo. O músico nos contou um pouco desse novo trabalho:
Almanaque02: Esse disco foi criado num ambiente informal, um sítio. Como foi essa nova experiência para a composição do trabalho?
Mauro Motoki: O sítio já era nosso segundo quartel-general desde o disco anterior, mas dessa vez resolvemos ir pra lá com quase nada de material composto. Na verdade, o essencial do sítio foi ser um lugar isolado, sem distrações, sem necessidade de pegar trânsito entre acordar e ir trabalhar. No máximo, a gente esbarrava com alguém na cozinha.
A02: No site da banda, os fãs podem acompanhar um pouco do dia-a-dia de vocês (através do Ludov Ao Vivo). De quem surgiu essa ideia?
MM: Vínhamos num ritmo de tentar atualizar constantemente nossa seção de vídeos instantâneos, até que o Habacuque veio com a ideia de transmitirmos parte da nossa rotina na época de gravação. Foi bacana, e tinha uma galera assídua acompanhando. Batíamos um papo com eles e às vezes tocávamos músicas nossas e de outros pra quem estivesse assistindo.
A02: Sete músicas inéditas estarão disponíveis apenas na internet. Vocês acreditam que o CD está com seus dias contados?
MM: O CD, como suporte físico, sim. Mas acredito ainda na força de um álbum, de músicas dispostas num pacote e numa ordem que faça algum sentido.
A02: É possível sobreviver como banda independente?
MM: Sim, claro. Estamos aqui! Uma banda já tem todos os meios para sobreviver. Seus membros é que às vezes precisam de um dinheirinho extra no fim do mês.
A02: Como surgiu a Notre Voyage?
MM: Vanessa foi uma grande incentivadora do meu aprendizado de francês. Foi ela quem me indicou minha professora na época em que comecei, e me mostrou Françoise Hardy... Então falei com ela que queria fazer uma música em francês, como uma que tinha feito no Liga Leve (projeto com o Fabio Pinczowski e com o Habacuque). Pedi que me dissesse alguma palavra que lhe soasse bem. Ela disse “peut-être”. A partir daí, fiz a música e a letra, que acabou falando da expectativa de uma viagem a Paris que eu faria – e fiz – logo depois da gravação do disco.
A02: O que o público pode esperar dessa nova turnê?
MM: A grande novidade é o músico Bruno Serroni, dos Pullovers, que nos acompanhará por essa turnê tocando baixo, cello e piano. No mais, mostraremos as 12 canções do disco, mais algumas extras e, claro, aquelas mais antiguinhas que gostamos de ver o público cantar junto.
Para você ficar com um gostinho, assista agora o novo clipe do Ludov:
Onde? Clash Club – R. Barra Funda, 969
Quando? 22/08, às 21h
Quanto? R$15.

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